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As rotas e o futuro da indústria brasileira de bebidas foram debatidos na abertura da 5ª Expobev/Confrebras 2013

Por devk13| 24/10/2013

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Segundo presidente da Afrebras, Fernando Rodrigues de Bairros, 850 empresas brasileiras de bebidas atuavam no mercado em 1990; hoje são apenas 180  

Para debater questões como a alta tributação das pequenas e médias empresas de bebidas nacionais, a concorrência desleal, bem como o ingresso dessas indústrias no Simples Nacional, a Associação dos Fabricantes de Refrigerantes do Brasil - Afrebras apresentou o painel setorial "O Futuro da Indústria Brasileira de Bebidas" na abertura da 5ª Expobev / Confrebras 2013, que ocorreu no dia 23 de outubro de 2013, no Centro de Exposições Imigrantes, na capital paulista.

 

De acordo com o presidente da Afrebras, Fernando Rodrigues de Bairros, é imprescindível que o futuro das empresas de bebidas regionais seja amplamente debatido, visto que o setor está diminuindo e, por outro lado, nota-se uma concentração de mercado. “Hoje, grande parcela do setor de refrigerantes está dominado por poucas empresas, as gigantes do mercado, que registram um faturamento acima de 90%”, analisa o líder setorial. "Em 1990, atuavam no mercado brasileiro 850 empresas, as quais produziam nove milhões de litros de bebidas. Hoje são apenas 180 pequenas e médias indústrias em todo o Brasil. Contudo, a produção aumentou: anualmente, são produzidos 16 milhões de litros de refrigerantes. Se a situação não mudar, mais empresas fecharão suas portas, gerando ainda mais desemprego".

 

Durante o painel, o presidente da Afrebras levantou ainda a seguinte questão: "Por que nós não podemos comercializar nossos produtos no Aeroporto de Congonhas ou Guarulhos, por exemplo? Será que é por que não queremos? Ou então por que não podemos? É desnecessário fazer esforços para compreender que somos impedidos de vender nossas mercadorias nesse tipo de local", desabafa.

 

Também participaram do Painel Setorial o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Águas Minerais - Abinam, Carlos Alberto Lancia; o vice-presidente da Afrebras, Jairo Landonar; e o presidente da Associação Brasileira das Microcervejarias, Marcelo Carneiro da Rocha. O professor de Direito Tributário da PUC/PR, Oksandro Gonçalves foi responsável por mediar o debate.

 

Na oportunidade, Carlos Alberto Lancia criticou a legislação tributária nacional: "O cipoal de leis, incisos, declarações, decretos, instruções normativas é capaz de deixar confuso o mais experiente contador ou tributarista do País. Além disso, esse emaranhado de normas tem trazido severos prejuízos para as empresas, principalmente as pequenas e médias".

 

Marcelo Carneiro da Rocha, que representa cerca de 350 pequenas cervejarias artesanais do Brasil, concordou com Lancia e comentou ainda que um mercado competitivo deve compreender uma disputa saudável entre as diversas empresas do segmento de bebidas frias em geral, e qualquer componente que desequilibre a balança dessa "justa concorrência" deve ser rebatido com veemência. Comprometido a lutar pela estabilidade no setor de cervejarias artesanais, o presidente da Associação Brasileira das Microcervejarias, que foi criada no primeiro dia do Confrebras, afirmou que, para reverter o atual cenário de injustiça tributária e concorrência desleal, é necessário construir um plano estratégico voltado para o segmento nos próximos anos", enfatizou.

 

O Confrebras, o maior evento do setor de bebidas do Brasil, é realizado pela Afrebras desde 2005 e tem por objetivo apresentar e debater as principais questões que envolvem o setor de bebidas.

  Texto: Danielle Ruas Edição: Lenilde De León Assessoria de Imprensa da Afrebras