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Bebidas têm aumento de 5% na produção de janeiro

Segundo a pesquisa, xaropes para produção de bebidas industriais e sucos concentrados de fruta registraram saldo positivo

Por Afrebras| 04/06/2019

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No índice acumulado para o período de janeiro a abril de 2019, entre as sete atividades que apontaram ampliação na produção, as principais influências no total da indústria foram registradas por bebidas (5,0%). O dado foi divulgado, nesta terça-feira (4), pela mais recente PIM-PF (Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Na lista das atividades que apontaram aumento na produção no período, também estão coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (1,7%) e produtos de metal (5,3%), impulsionadas, em grande parte, pelos itens cervejas e chope, na primeira; óleo diesel, na segunda.

Além disso, seguem na relação do IBGE construções pré-fabricadas de metal, pontes e elementos de pontes de ferro e aço, recipientes de ferro e aço para transporte ou armazenagem de gases, aparelhos de barbear, artefatos de alumínio e de ferro e aço para uso doméstico, estruturas de ferro e aço em chapas ou em outras formas, revólveres e pistolas, caldeiras geradoras de vapor e artefatos diversos de ferro e aço trefilados, na terceira.

PRODUÇÃO INDUSTRIAL NACIONAL VARIA 0,3%

Em abril de 2019, a produção industrial nacional variou 0,3% frente a março (série com ajuste sazonal), eliminando, assim, parte do recuo de 1,4% observado em março. No confronto com abril de 2018 (série sem ajuste sazonal), a indústria caiu 3,9%, após também registrar queda no mês anterior (-6,2%).

Assim, o setor industrial acumulou perda de 2,7% nos quatro primeiros meses de 2019. O indicador acumulado nos últimos doze meses, ao assinalar recuo de 1,1% em abril de 2019, permaneceu com a trajetória descendente iniciada em julho de 2018 (3,3%). Com esses resultados, o setor industrial ainda se encontra 17,3% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.

RAMOS EM EXPANSÃO

No acréscimo de 0,3% da atividade industrial, na passagem de março para abril de 2019, três das quatro grandes categorias econômicas e 20 dos 26 ramos pesquisados mostraram expansão na produção. Entre as atividades, as principais influências positivas foram registradas por veículos automotores, reboques e carrocerias (7,1%), máquinas e equipamentos (8,3%), outros produtos químicos (5,2%) e produtos alimentícios (1,5%), com todos revertendo o comportamento negativo observado em março último: -2,8%, -0,1%, -3,9% e -5,0%, respectivamente.

Outras contribuições positivas relevantes vieram de bebidas (3,4%), de metalurgia (1,7%), de couro, artigos para viagem e calçados (5,4%), de produtos têxteis (5,8%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (4,0%) e de produtos de borracha e de material plástico (1,9%).

Por outro lado, entre os seis ramos que reduziram a produção nesse mês, o desempenho de maior importância para a média global foi registrado por indústrias extrativas, que recuou 9,7%, marcando, dessa forma, o quarto resultado negativo consecutivo e acumulando nesse período redução de 25,7%. Vale citar, também, o impacto negativo assinalado pelo setor de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-2,0%), que recuou pelo segundo mês seguido e acumulou perda de 5,0% nesse período.

Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com o mês imediatamente anterior, bens de consumo duráveis (3,4%), bens de capital (2,9%) e bens de consumo semi e não-duráveis (2,6%) assinalaram as taxas positivas em abril de 2019.

Com esses resultados, o primeiro segmento eliminou o recuo de 0,6% observado em março; o segundo completou o terceiro mês consecutivo de crescimento na produção, período em que acumulou expansão de 9,1%; e o último voltou a crescer após cair 0,9% no mês anterior. Por outro lado, o setor produtor de bens intermediários (-1,4%) apontou a única taxa negativa nesse mês e marcou o quarto recuo seguido, acumulando redução de 4,2%.

MÉDIA MÓVEL TRIMESTRAL VARIA -0,1%

Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total da indústria mostrou decréscimo de 0,1% no trimestre encerrado em abril de 2019 frente ao nível do mês anterior e manteve a trajetória predominantemente descendente iniciada em agosto de 2018.

Entre as grandes categorias econômicas, ainda em relação ao movimento deste índice na margem, bens intermediários, ao recuar 1,4%, apontou a queda mais acentuada nesse mês e o terceiro resultado negativo consecutivo, acumulando nesse período redução de 2,6%.

Os setores produtores de bens de capital (2,9%), de bens de consumo duráveis (2,2%) e de bens de consumo semi e não-duráveis (0,8%) assinalaram os avanços em abril de 2019, com o primeiro intensificando a expansão verificada no mês anterior (1,3%), quando interrompeu quatro meses seguidos de taxas negativas; o segundo registrando o terceiro mês consecutivo de crescimento e acumulando nesse período ganho de 5,1%; e o último mantendo a trajetória predominantemente ascendente iniciada em janeiro de 2019.

INDÚSTRIA CAI 3,9% EM RELAÇÃO A ABRIL DE 2018

Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor industrial mostrou queda de 3,9% em abril de 2019, com resultados negativos em três das quatro grandes categorias econômicas, 13 dos 26 ramos, 40 dos 79 grupos e 52,8% dos 805 produtos pesquisados. Abril de 2019 (21 dias) teve o mesmo número de dias úteis do que igual mês do ano anterior (21).

Entre as atividades, indústrias extrativas (-24,0%) exerceu a maior influência negativa na formação da média da indústria, pressionada, em grande medida, pela menor fabricação dos itens minérios de ferro, refletindo, em grande parte, os efeitos do rompimento de uma barragem de rejeitos de mineração na região de Brumadinho (MG) ocorrido em janeiro de 2019.

Destacam-se, ainda, as contribuições negativas assinaladas pelos ramos de produtos alimentícios (-4,8%), de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-4,1%), de impressão e reprodução de gravações (-27,1%), de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (-13,0%), de outros equipamentos de transporte (-13,4%) e de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-6,5%).

Em termos de produtos, os impactos negativos mais importantes nesses ramos foram, respectivamente, açúcar cristal, VHP e refinado de cana-de-açúcar, tortas, bagaços, farelos e outros resíduos da extração do óleo de soja, carnes de bovinos frescas ou refrigeradas, farinha de trigo e carnes e miudezas de aves frescas ou refrigeradas; óleos combustíveis e álcool etílico; livros, brochuras ou impressos sob encomenda e CDs e impressos padronizados para uso comercial.

Completam a lista serviços de manutenção e reparação de máquinas e equipamentos para usos industriais, de estruturas flutuantes e de máquinas motrizes não-elétricas; embarcações para transporte de pessoas ou cargas (inclusive petroleiros e plataformas), aviões, vagões de passageiros e para transporte de mercadorias e partes e peças para veículos ferroviários; e televisores, computadores pessoais portáteis (laptops, notebooks, tablets e semelhantes), transmissores ou receptores de telefonia celular, antenas e computadores pessoais de mesa.

Ainda na comparação com abril de 2018, entre os doze setores que apontaram ampliação na produção, as principais influências no total da indústria foram registradas por máquinas e equipamentos (4,4%), veículos automotores, reboques e carrocerias (1,9%), bebidas (5,2%) e produtos de metal (5,4%), impulsionados, em grande medida, pela maior produção de rolamentos de esferas, agulhas, cilindros ou roletes para equipamentos industriais, máquinas para o setor de celulose, empilhadeiras propulsoras e ventiladores e coifas para uso industrial (exaustores).

Também estão nesta lista silos metálicos para cereais e aparelhos de ar-condicionado de paredes e de janelas (inclusive os do tipo split system), no primeiro; de autopeças, reboques e semirreboques e automóveis, no segundo; de cervejas, chope e preparações em xarope para elaboração de bebidas para fins industriais, no terceiro; e de construções pré-fabricadas de metal, recipientes de ferro e aço para transporte ou armazenagem de gases, artefatos de alumínio para uso doméstico, aparelhos de barbear, estruturas de ferro e aço em chapas ou em outras formas, caldeiras geradoras de vapor e pontes e elementos de pontes de ferro e aço, no quarto.

Ainda no confronto com igual mês do ano anterior, bens intermediários (-6,1%) assinalou, em abril de 2019, o recuo mais acentuado entre as grandes categorias econômicas. Os setores produtores de bens de consumo semi e não-duráveis (-0,7%) e de bens de capital (-0,6%) também apontaram taxas negativas, mas que foram menos elevadas do que a média nacional (-3,9%). Por outro lado, o segmento de bens de consumo duráveis (1,2%) marcou o único resultado positivo nesse mês.

A produção de bens intermediários apontou redução de 6,1% em abril de 2019 frente a igual período do ano anterior, oitava taxa negativa consecutiva nesse tipo de comparação e a mais elevada desde outubro de 2016 (-7,2%). O resultado desse mês foi explicado, principalmente, pelos recuos nos produtos associados às atividades de indústrias extrativas (-24,0%), de produtos alimentícios (-12,9%), de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-2,0%), de produtos de borracha e de material plástico (-1,7%) e de celulose, papel e produtos de papel (-0,9%), enquanto as pressões positivas foram registradas por metalurgia (1,9%), veículos automotores, reboques e carrocerias (2,5%), produtos de metal (2,9%), outros produtos químicos (1,3%), produtos têxteis (4,6%), produtos de minerais não-metálicos (0,8%) e máquinas e equipamentos (0,4%). Ainda nessa categoria econômica, vale citar também os resultados positivos assinalados pelos grupamentos de insumos típicos para construção civil (0,4%), que voltou a crescer após recuar 4,1% em março último; e de embalagens (5,1%), que mostrou o quarto avanço seguido nesse tipo de comparação e que foi o mais acentuado dessa sequência.

O segmento de bens de consumo semi e não-duráveis, ao recuar 0,7% no índice mensal de abril de 2019, apontou o segundo resultado negativo seguido, mas com queda bem menos elevada do que a registrada no mês anterior (-5,3%). O desempenho nesse mês foi explicado principalmente pela queda verificada no grupamento de carburantes (-9,1%), influenciado pela menor fabricação de álcool etílico e gasolina automotiva. Vale citar também o resultado negativo assinalado pelo subsetor de não-duráveis (-2,2%), pressionado, em grande parte, pela redução na produção de livros, brochuras ou impressos sob encomenda e medicamentos.

Por outro lado, os subsetores de alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (1,5%) e de semiduráveis (1,6%) apontaram as taxas positivas nessa categoria, impulsionados, em grande medida, pela maior produção de cervejas, chope, sucos concentrados de frutas, carnes e miudezas de aves congeladas, produtos embutidos ou de salamaria e outras preparações de carnes, sorvetes e picolés, pães e massas alimentícias secas, no primeiro; e de calçados de material sintético feminino, conjuntos de uso feminino (de malha ou não), artefatos de alumínio para uso doméstico, calçados de plástico moldado feminino, camisas, blusas e semelhantes de uso feminino (de malha), camisetas de malha, calçados de borracha moldado e calças, bermudas, jardineiras, shorts e semelhantes de uso masculino (de malha ou não), no segundo.

O setor produtor de bens de capital, ao recuar 0,6% em abril de 2019, marcou o segundo resultado negativo consecutivo, mas com queda bem menos acentuada do que a verificada no mês anterior (-11,1%). Na formação do índice desse mês, o segmento foi influenciado, em grande parte, pelo recuo observado no grupamento de bens de capital para equipamentos de transporte (-2,9%), pressionado, principalmente, pela menor fabricação de embarcações para transporte de pessoas ou cargas (inclusive petroleiros e plataformas), veículos para o transporte de mercadorias, aviões, caminhões e vagões de passageiros e para transporte de mercadorias.

As demais taxas negativas foram registradas por bens de capital de uso misto (-6,8%), para energia elétrica (-11,9%) e agrícolas (-8,8%). Por outro lado, os impactos positivos foram assinalados pelos grupamentos de bens de capital para fins industriais (8,1%) e para construção (5,3%).

O segmento de bens de consumo duráveis mostrou avanço de 1,2% em abril de 2019 frente a igual período do ano anterior, após recuar 15,5% em março último. Nesse mês, o setor foi particularmente impulsionado pelo crescimento na fabricação de eletrodomésticos da “linha branca” (9,8%) e de automóveis (1,3%). Vale citar também as expansões assinaladas por motocicletas (2,8%) e outros eletrodomésticos (12,6%). Por outro lado, os principais impactos negativos foram verificados em eletrodomésticos da “linha marrom” (-9,8%) e móveis (-2,1%).

EM 2019, INDÚSTRIA ACUMULA RETRAÇÃO DE 2,7%

No índice acumulado para janeiro-abril de 2019, frente a igual período do ano anterior, o setor industrial mostrou redução de 2,7%, com resultados negativos nas quatro grandes categorias econômicas, 19 dos 26 ramos, 52 dos 79 grupos e 56,0% dos 805 produtos pesquisados. Entre as atividades, indústrias extrativas (-11,8%) exerceu a maior influência negativa na formação da média da indústria, pressionada, em grande medida, pelos itens minérios de ferro e óleos brutos de petróleo.

Vale destacar também as contribuições negativas assinaladas pelos ramos de produtos alimentícios (-2,4%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-11,3%), de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-8,2%), de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (-9,8%), de outros equipamentos de transporte (-11,3%), de produtos de borracha e de material plástico (-3,2%), de impressão e reprodução de gravações (-15,7%), de produtos de madeira (-7,3%) e de celulose, papel e produtos de papel (-2,3%), influenciadas, principalmente, pelos itens açúcar VHP, cristal e refinado de cana-de-açúcar, sucos concentrados de laranja, tortas, bagaços, farelos e outros resíduos da extração do óleo de soja, óleo de soja em bruto, carnes e miudezas de aves frescas ou refrigeradas, farinha de trigo e carnes de bovinos frescas ou refrigeradas.

Também estão nesta lista televisores e computadores pessoais portáteis (laptops, notebooks, tablets e semelhantes); medicamentos; serviços de manutenção e reparação de máquinas e equipamentos para usos industriais, de estruturas flutuantes e de máquinas e equipamentos para prospecção e extração mineral; aviões, embarcações para transporte de pessoas ou cargas (inclusive petroleiros e plataformas) e vagões de passageiros e para transporte de mercadorias.

Ainda seguem peças e acessórios de plástico e de borracha para indústria automobilística, pneus novos para automóveis, artigos descartáveis de plástico, artigos de plástico para uso doméstico, tubos ou canos de plásticos para construção civil e conexões, juntas, cotovelos e outros acessórios de plástico para tubos; livros, brochuras ou impressos sob encomenda, CDs, rótulos adesivos de papel impressos, impressos para fins publicitários ou promocionais em papel e DVDs; madeira serrada, aplainada ou polida e painéis de fibras de madeira; e pastas químicas de madeira (celulose).

Em bases quadrimestrais, o setor industrial, ao recuar 2,7% nos quatro primeiros meses de 2019, intensificou a queda verificada no último quadrimestre de 2018 (-1,5%) e permaneceu com a clara perda de ritmo iniciada no primeiro quadrimestre de 2018 (4,4%), todas as comparações contra igual período do ano anterior.

A redução na intensidade da produção industrial também foi observada em três das quatro grandes categorias econômicas, com destaque para bens de capital, que passou de 3,5% no último quadrimestre de 2018 para -3,1% no período janeiro-abril de 2019, pressionada, em grande parte, pela menor fabricação de bens de capital para equipamentos de transporte (de 8,0% para -3,8%) e agrícolas (de 23,6% para -5,1%).

Os setores produtores de bens intermediários (de -2,0% para -3,1%) e de bens de consumo semi e não-duráveis (de -1,2% para -1,3%) também fizeram esse movimento entre os dois períodos, enquanto o segmento de bens de consumo duráveis (de -2,9% para -2,2%) foi o único que mostrou redução na magnitude de perda.

Fonte: IBGE

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