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Fim da Escala 6×1 preocupa setor produtivo

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A discussão sobre o fim da escala 6×1 voltou ao centro do debate no Congresso Nacional após o avanço da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 no Senado. A movimentação ocorre em meio a uma reaproximação política entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), além da pressão de centrais sindicais pela redução da jornada de trabalho.

Após meses de distanciamento, Lula e Alcolumbre tiveram três encontros em um intervalo de dez dias, na primeira quinzena de agosto. Na sexta-feira (14), após reunião no Palácio da Alvorada, Alcolumbre anunciou o encaminhamento da PEC à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), presidida pelo senador Otto Alencar (PSD-BA).

Em nota oficial, Alcolumbre afirmou que a conversa com o presidente Lula foi importante para alinhar as prioridades do governo e discutir a agenda legislativa.

“Na última quarta-feira (12/8), tive uma importante conversa institucional com o presidente Lula. Foi um diálogo maduro, franco e republicano, fundamental para compreender as prioridades do Governo e tratar da agenda legislativa de interesse do nosso país.”

O avanço da proposta recoloca a escala 6×1 no centro das discussões sobre o futuro das relações de trabalho no Brasil. Enquanto defensores da mudança destacam possíveis ganhos para a qualidade de vida dos trabalhadores, representantes do setor produtivo alertam para os impactos econômicos de uma eventual alteração na jornada.

Setor produtivo alerta para impactos econômicos

Entre as principais preocupações levantadas por especialistas estão os impactos sobre a produtividade, os custos operacionais, a informalidade e a necessidade de adaptação das empresas.

Outro ponto de atenção é o aumento dos custos operacionais, que poderá ser repassado aos preços de produtos e serviços, dependendo da capacidade de cada empresa de absorver essas despesas.

Representantes do setor empresarial também alertam para o risco de crescimento da informalidade e defendem que qualquer mudança seja implementada de forma gradual, garantindo tempo para que as empresas reorganizem suas operações e se adaptem às novas regras.

Com a PEC em tramitação na CCJ, o tema deve continuar gerando discussões entre governo, trabalhadores e setor produtivo nos próximos meses.



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