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IPCA varia 11% em agosto; setor de bebidas recua 35%, aponta IBGE

Alimentação em domicílio foi o principal fator da redução no setor de bebidas e alimentos

Por Afrebras| 06/09/2019

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O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de agosto variou 0,11%, segundo dados divulgados na quinta-feira (6) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O setor de bebidas e alimentação apresentou uma variação negativa de 0,35% e outros dois dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo órgão também apresentaram queda.

A queda em alimentação e bebidas (-0,35%) deveu-se, especialmente, ao grupamento da alimentação no domicílio (-0,84%). A contribuição negativa mais intensa no grupo veio do tomate (-24,49%), que já havia recuado em julho (-11,28%). Além disso, a batata-inglesa (-9,11%), as hortaliças e verduras (-6,53%) e as carnes (-0,75%) também recuaram em agosto. As frutas (2,14%) e a cebola (7,05%) foram os únicos a apresentarem uma variação positiva.

A alimentação fora, por sua vez, acelerou de julho (0,15%) para agosto (0,53%), influenciada pelas altas na refeição (0,52%) e no lanche (0,47%), itens que se recuperaram de queda apresentada no mês anterior (-0,34%).

A variação acumulada no ano ficou em 2,54%, enquanto nos últimos 12 meses, 3,43%, variação superior a registradas no mesmo período anterior (3,22%). Em agosto de 2018, a taxa havia sido de -0,09%. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) Brasil.

De julho para agosto, o grupo transportes apresentou a maior queda (0,39%) e o de saúde e cuidados pessoais também recuou (-0,03%), embora com menos intensidade que no mês anterior (-0,20%). No lado das altas, destaca-se o grupo Habitação (1,19%), principal impacto no IPCA de agosto, cuja variação ficou próxima à de julho (1,20%). Os demais grupos ficaram entre as altas de 0,09% em Comunicação e de 0,56% em Artigos de residência.

 

Índice Nacional de Preços ao Consumidor

No mesmo período, o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) apresentou uma variação de 0,12%, número superior a taxa apresentada em julho (0,10%). A variação acumulada no ano ficou em 2,68% e, no acumulado dos últimos doze meses, o índice acelerou para 3,28%, acima dos 3,16% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. No ano anterior, a taxa de agosto foi de 0,00%. (Fonte: Com informações do IBGE)