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Indústria brasileira tem baixa em sete dos 15 locais pesquisados pelo IBGE

Um dos pontos negativos foi o setor de alimentos, motivado pela entressafra do açúcar

Por Folha de São Paulo| 11/02/2020

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O rompimento da barragem de Brumadinho (MG), que interrompeu parte da produção de minério da Vale em Minas Gerais, afetou fortemente a produção industrial do Espírito Santo em 2019, mostram dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O boletim de produção industrial regional mostra que, em 2019, a indústria encolheu em 7 dos 15 locais pesquisados pelo instituto.

A maior redução foi registrada no Espírito Santo (15,7%), seguido por Minas Gerais (5,6%). Na média, a indústria brasileira caiu 1,1% no ano passado.

O tombo em ambos os estados é reflexo do rompimento da barragem, em janeiro do ano passado, tragédia que resultou em 249 mortos e 21 desaparecidos. Além de Minas, onde fica Brumadinho, o Espírito Santo acabou afetado por ser o estado de onde saem os minérios da Vale. O território capixaba é o maior polo exportador de minério de ferro e pelotas do mundo.

“A indústria capixaba foi influenciada pela situação em Minas e também pela menor produção de óleos brutos de petróleo e gás natural e pela queda no setor de celulose”, disse o analista da pesquisa do IBGE, Bernardo Monteiro.

No agregado, a indústria extrativa encolheu 9,7% em 2019.

No ano, encolheram também as indústrias da região Nordeste (3,1%), Bahia (2,9%), Mato Grosso (2,6%), Pernambuco (2,2%) e Pará (1,3%).

Por outro lado, as unidades federativas que tiveram maior crescimento foram Paraná (5,7%), Amazonas (4%) e Goiás (2,9%).

Responsável pela maior fatia do PIB do Brasil, São Paulo terminou o ano praticamente estável, com alta de 0,2%. Já o Rio cresceu 2,3%.

No entanto, a indústria desacelerava ao fim do ano passado e, em dezembro, recuou 0,9% em São Paulo e 4,2% no Rio.

Segundo o IBGE, a queda na produção de veículos influenciou diretamente no mau desempenho paulista e carioca em dezembro, afetando também Minas Gerais e Bahia. Outro ponto negativo foi o setor de alimentos, motivado pela entressafra do açúcar.

No mês de dezembro, 12 dos 15 locais pesquisados tiveram queda, segundo o IBGE.