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Indústria de Pernambuco registra crescimento em fevereiro deste ano

Produtos alimentícios e bebidas estão entre os setores que puxaram o bom desempenho

Por Diário de Pernambuco| 09/04/2020

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A indústria de Pernambuco apresentava sinais de retomada do crescimento em fevereiro e o estado teve o terceiro melhor resultado do país entre os 15 locais pesquisados, com crescimento de 4,5% em relação a janeiro. Pará (7,2%) e Espírito Santo (5,9%) tiveram os maiores desempenhos. No Nordeste, a indústria teve alta de 0,4% para o mês, enquanto o crescimento no Brasil foi de 0,5%.

Na comparação com fevereiro de 2019, Pernambuco apresentou o maior incremento entre os locais pesquisados, de 12,3%. O estado também registrou alta no índice de média móvel trimestral, de 2,4%, e no acumulado de janeiro e fevereiro deste ano, de 7,6%, segundo Pesquisa Industrial Mensal do IBGE.

Vale ressaltar que em fevereiro as medidas restritivas para conter a disseminação do coronavírus ainda não haviam sido decretadas e os impactos devem ser sentidos no desempenho da indústria do estado a partir de março, mas ainda sem estimativa.

Na comparação com fevereiro de 2019, quando o resultado da indústria geral em Pernambuco foi de 12,3%, os três setores que puxaram o desempenho do estado para cima foram os de produtos alimentícios (41,7%), bebidas (19,6%) e produtos têxteis (13,2%). O setor de Outros equipamentos de transporte foi o que teve a maior queda, com recuo de 79,3%.

No acumulado do ano, com a média de 7,6%, também foram os setores de produtos alimentícios (29%), bebidas (12,1%) que tiveram os melhores desempenhos em Pernambuco. Em terceiro lugar ficou o de Outros produtos químicos, com alta de 8,4%. O segmento de Outros equipamentos de transporte foi o que puxou o índice para baixo, com queda de 81,7%.

“Existia um sentimento que a indústria de Pernambuco vinha apresentando uma recuperação mais concreta. O setor de alimentos sempre se sobressai bastante e esse ano tinha voltado a agir com força. Mas a partir de março não sabemos mais como será por conta das medidas adotadas para conter a disseminação do coronavírus”, afirma Maurício Laranjeira, gerente de Relações Industriais da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe).

Justamente porque os setores de alimentos e bebidas têm uma forte representatividade na indústria pernambucana que os impactos das medidas restritivas podem ser um pouco mais amenas no estado. “As indústrias de alimentos não pararam e, junto com o setor de bebidas, dá quase 30% da indústria pernambucana. Só que ainda não sabemos como estão as questões da distribuição e também dos insumos. Mas o setor de alimentos pode dar uma segurada na produção local. Por outro lado, a fábrica da Jeep de Goiana, que também tem um grande peso, está parada, então não sabemos ainda como serão os impactos”, conclui.

Pernambuco só apresentou desempenho negativo no acumulado dos últimos 12 meses, com recuo de 0,7%, resultado por conta do ano difícil que foi 2019 para a indústria do estado.