
As expectativas do mercado financeiro para a economia brasileira voltaram a apresentar melhora, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (3) pelo Banco Central. O levantamento semanal, que reúne projeções de instituições financeiras e consultorias, indica nova redução nas estimativas para a inflação e para a taxa básica de juros em 2026, enquanto mantém estabilidade em outros indicadores econômicos.
A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, passou de 5,12% para 5,03% em 2026. Esta é a quinta queda consecutiva nas estimativas do mercado, sinalizando uma percepção de desaceleração gradual da inflação para os próximos anos. Para 2027, a previsão permaneceu em 4,22%, enquanto a expectativa para 2028 segue em 3,80%.
Na política monetária, os analistas reduziram a expectativa para a taxa Selic em 2026. A previsão passou de 14% para 13,75% ao ano, refletindo uma avaliação de que o cenário inflacionário pode permitir uma trajetória menos restritiva dos juros. Para 2027, a expectativa continua em 12% ao ano, enquanto para 2028 permanece em 10,50%.
Em relação ao desempenho da economia, o mercado manteve a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 1,99% para 2026. Já para 2027, a projeção foi revisada de 1,60% para 1,57%. A expectativa para 2028 continua em 2%, patamar que vem sendo mantido há várias semanas.
No câmbio, as previsões permaneceram praticamente estáveis. A expectativa para o dólar em 2026 segue em R$ 5,20. Para 2027, houve leve ajuste de R$ 5,29 para R$ 5,28. Em 2028, a projeção continua em R$ 5,30, enquanto para 2029 houve pequena alta, passando de R$ 5,37 para R$ 5,39.
Publicado semanalmente pelo Banco Central, o Boletim Focus consolida as expectativas de dezenas de instituições financeiras sobre os principais indicadores da economia brasileira.
