
A Reforma Tributária trará uma mudança significativa para empresas e consumidores com a implantação do Split Payment. O novo modelo prevê que, em pagamentos realizados por Pix, cartão ou boleto, o valor correspondente aos tributos seja separado automaticamente no momento da transação. Assim, a parcela destinada aos impostos será enviada diretamente ao governo, enquanto o vendedor receberá apenas o valor líquido da operação.
A implementação será gradual, o sistema passa por testes em 2026, poderá ser utilizado de forma opcional em 2027 e deve se tornar obrigatório a partir de 2028.
A proposta tem como principal objetivo reduzir a evasão fiscal, estimada em mais de R$ 400 bilhões por ano, por meio da integração entre instituições financeiras, plataformas de pagamento e a administração tributária. Com o recolhimento automático dos tributos, o governo busca aumentar a eficiência da arrecadação e reduzir a inadimplência. Além disso, a medida promete agilizar a compensação de créditos tributários para as empresas.
Impactos no fluxo de caixa
Por outro lado, o Split Payment também traz desafios, principalmente para pequenos e médios negócios. Hoje, muitas empresas utilizam o período entre a venda e o vencimento dos impostos para organizar o fluxo de caixa. Com o recolhimento imediato dos tributos, esse recurso deixará de existir, exigindo um planejamento financeiro mais rigoroso.
Se o cronograma for mantido, o Brasil será o primeiro país a adotar o Split Payment em larga escala em toda a economia. Enquanto países como a Itália utilizam o modelo apenas em operações com o setor público, outras nações, como Reino Unido e Romênia, optaram por não seguir ou desistiram da iniciativa devido aos impactos para as empresas.
