O consumo interno está aquecido, refletindo no crescimento da economia nacional. Na passagem dos meses de maio para abril, o crescimento foi de 0,3%. Comparado a maio de 2023, isso representa uma expansão de 1,3% e uma alta de 2,4% nos últimos 12 meses. A informação foi divulgada pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), como parte do Monitor do PIB.
Esse levantamento corresponde a uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), ou seja, do conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país em um determinado período, com uma estimativa para o mês de maio de R$4,528 trilhões. O estudo também analisa os indicadores que formam o PIB e é feito em intervalos trimestrais, com o objetivo de compreender a trajetória dos dados.
O consumo das famílias cresceu 4,6% no trimestre móvel que terminou em maio, quando comparado ao mesmo período do ano passado. No entanto, apesar do resultado positivo, esse crescimento marca o fim de uma trajetória ascendente que começou no início do ano, sendo uma alta menor que a de meses anteriores.
Outro ponto relevante é a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que reflete o nível de investimento, como a aquisição de máquinas e equipamentos. O indicador apresentou um avanço de 4,5% no trimestre móvel em comparação com os resultados de 2023. Assim, a taxa de investimento da economia brasileira no quarto mês do ano ficou em 18%, poucos pontos acima da taxa média desde 2000 (17,9%).
As exportações, embora tenham reduzido o ritmo de crescimento observado anteriormente, registraram um aumento de 3,2%. As importações, por sua vez, tiveram uma alta de 10,3%, mas a compra de produtos importados não contribui para o aumento do PIB, pois bens e serviços que poderiam ser nacionais são supridos por outros países.
Existe um alerta de que a capacidade produtiva do país não demonstra a força necessária para responder à demanda interna. Quando a procura se torna maior que a oferta, ocorre uma pressão inflacionária. Ainda não é o caso do cenário brasileiro, mas é preciso ficar atento à possibilidade dessas condições se repetirem ao longo dos próximos meses.
Com informações da Agência Brasil.
