Brasília

-

Hoje

27ºC

16ºC

Amanhã

28ºC

16ºC

IBOVESPA | 1,21% (170.370,38 pontos)

Mercado eleva previsão da inflação para 5,33%

Alta dos alimentos mantém pressão sobre os preços

Por Portal de Bebidas Brasileiras| 22/06/2026

As projeções do mercado financeiro para a economia brasileira voltaram a subir. De acordo com o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (22) pelo Banco Central, a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação, passou de 5,30% para 5,33% em 2026.

Esta é a 15ª semana consecutiva de aumento nas expectativas inflacionárias, mantendo a projeção acima do limite máximo da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), fixada em 3%, com margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%.

A pressão sobre os preços continua sendo impulsionada principalmente pelos alimentos. Em maio, o IPCA registrou alta de 0,58%, acumulando 4,72% nos últimos 12 meses, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para os próximos anos, o mercado também revisou para cima suas expectativas. A projeção de inflação para 2027 passou de 4,10% para 4,15%, enquanto as estimativas para 2028 e 2029 permanecem em 3,7% e 3,5%, respectivamente.

 

Juros devem permanecer elevados

Diante do cenário inflacionário ainda desafiador, os analistas também elevaram a expectativa para a taxa básica de juros. A previsão para a Selic ao final de 2026 subiu de 13,75% para 14% ao ano.

Atualmente, a taxa está em 14,25% ao ano. Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada na semana passada, o Banco Central reduziu os juros em 0,25 ponto percentual, marcando o terceiro corte consecutivo.

Entre junho de 2025 e março de 2026, a Selic permaneceu em 15% ao ano, o maior patamar em quase duas décadas. O ciclo de redução teve início em março, favorecido pela desaceleração da inflação. No entanto, fatores externos, como os impactos econômicos do conflito no Oriente Médio sobre os preços de combustíveis e alimentos, limitaram uma queda mais acelerada dos juros.

Em comunicado, o Copom destacou que ainda há incertezas sobre os desdobramentos do acordo que encerrou os conflitos na região e seus efeitos sobre a economia global.


Com informações da Agência Brasil.