Brasília

-

Hoje

26ºC

16ºC

Amanhã

27ºC

16ºC

IBOVESPA | 0,91% (177.815,72 pontos)

E-commerce apresenta rápido crescimento e expectativas positivas para 2026

O rápido avanço no mercado nacional e internacional também vem acompanhado de desafios

Por Portal de Bebidas Brasileiras| 18/12/2025

Desde a pandemia em 2020, o e-commerce apresentou um crescimento significativo e, segundo relatório Future Shopper 2025, o consumidor já não percebe uma barreira entre o mercado físico e online. Diante disso, muitas projeções positivas apontam para uma expansão dessa nova forma de venda em 2026, mas especialistas também fazem alguns alertas. 

Espera-se que o e-commerce global alcance US$6,88 trilhões no próximo ano, o que equivale a 21,1% de todo o varejo mundial, de acordo com um levantamento da Shopify

Já no Brasil, em específico, a nova modalidade tem se consolidado no mercado: em 2024 o faturamento foi de R$204,3 bilhões, um crescimento de 10,5% em relação ao último ano, com base nos dados da ABComm.

Alguns fatores têm impulsionado esse avanço. Entre ele estão as novas formas de pagamento digitais, como o Pix. O sistema de pagamentos automáticos representou cerca de 40% das movimentações nas compras online e projeções da E-commerce Brasil indicam que o Pix deve movimentar R$35,3 trilhões este ano. 

Outro fator decisivo é a busca do consumidor por conveniência e rapidez. Com o aprimoramento da logística das entregas, comprar na internet se torna confortável e seguro. No caso da indústria de alimentos e bebidas, essa dinâmica também garante uma experiência personalizada e um maior portfólio de escolhas para o cliente. 

No entanto, existem alguns obstáculos que podem barrar a rápida ascensão do e-commerce. Um deles é a instabilidade econômica, que causa grandes mudanças nas prioridades e hábitos de compra ao redor do mundo. Mudanças regulatórias no universo online são esperadas por especialistas e podem demandar que muitas empresas repensem suas estratégias de venda. 

Por fim, o crescimento acelerado pode levar a uma saturação e uma competitividade predatória entre os marketplaces, o que pode afetar as pequenas empresas que também habitam o ambiente online. 

Mas com estratégias bem definidas, implementação de tecnologias como forma de potencializar processos e uma boa comunicação com o consumidor, empresas podem continuar apostando no e-commerce como uma alternativa de expansão no mercado.