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A expectativa de inflação do mercado financeiro para 2026 é de 4,06%, segundo o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (5/1) pelo Banco Central. O relatório, o primeiro do ano, indica uma leve alta em relação à projeção anterior, que era de 4,05%.
O documento também aponta uma redução na estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2025, que caiu para 4,31%. O resultado oficial da inflação será divulgado na próxima sexta-feira (9/1), conforme o calendário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em relação à política monetária, os economistas projetam que a taxa Selic, juros básicos da economia, seja reduzida para 12,25% ao longo deste ano. A principal dúvida é sobre o início do ciclo de cortes. A expectativa inicial era de redução já em janeiro, mas o movimento pode ser adiado para março, segundo o professor de economia da Universidade de Brasília (UnB), Cesar Bergo.
“Então essa demora no corte da taxa de juros vai ter impacto direto na economia, exatamente porque afeta o crédito das empresas, aumenta na despesa das famílias, então afeta o consumo e afeta também os preços como estamos vendo e a perspectiva pode ser essa. Mas em decorrência de uma possibilidade de corte da Selic, melhora o cenário econômico.”
Segundo analistas, o principal ponto de atenção no cenário externo está no comportamento dos investidores e na cotação do dólar. A avaliação é de que a instabilidade regional pode elevar a percepção de risco, com possíveis reflexos sobre o fluxo de capitais e sobre os preços de commodities como minério, ouro e petróleo.
Para a atividade econômica, o boletim Focus projeta crescimento de 1,80% em 2026. Já a cotação do dólar deve encerrar o período em R$ 5,50.
Com informações da Agência Brasil.