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Novo imposto pode encarecer bebidas e desafiar indústria

Imposto Seletivo previsto na reforma tributária ainda tem alíquotas e efeitos incertos

Por Portal de Bebidas Brasileiras| 16/04/2026

Com o avanço da implementação da reforma tributária, o Imposto Seletivo (IS) entra em uma etapa decisiva. A medida, prevista no novo modelo de tributação sobre o consumo, ganha contornos mais claros conforme o governo federal mostra a intenção de utilizar o tributo como instrumento para atingir metas mais rigorosas de saúde pública.

Nesse contexto, bebidas açucaradas estão entre os principais alvos em discussão, o que pode resultar em aumento da carga tributária sobre o setor. O chamado “imposto do pecado” deverá incidir sobre produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, embora a lista final de itens e as alíquotas ainda dependam de regulamentação.

Ainda sem definição de alíquota, o IS gera incertezas para os empresários impactados. Estimativas em debate no Congresso Nacional indicam que a alíquota padrão do IVA, formado pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), pode ficar em torno de 26,5%, podendo se aproximar de 28%, a depender das exceções previstas. No caso de produtos sujeitos ao IS, a incidência adicional desse tributo tende a elevar o custo final, embora a forma exata de cálculo ainda dependa de definições legais.

Para a indústria de bebidas, além da elevada carga tributária, a nova estrutura exigirá uma adaptação interna significativa, com impactos diretos nos processos contábeis, estratégicos e operacionais das empresas. Especialistas avaliam que se trata de uma transformação não apenas fiscal, mas também cultural e mercadológica, com potencial para redesenhar a dinâmica do setor nos próximos anos.

Além disso, representantes do setor alertam que o aumento da carga tributária pode gerar efeitos sobre o nível de emprego, especialmente nas pequenas e médias indústrias. A combinação entre custos mais elevados e a necessidade de reestruturação pode pressionar margens e levar à revisão de investimentos, com possíveis reflexos na geração e manutenção de postos de trabalho ao longo da cadeia produtiva. No entanto, esses impactos ainda são tratados como projeções e dependerão da forma final de implementação da reforma.