
A forma como os brasileiros abastecem a despensa está mudando. O que antes dependia quase exclusivamente da ida ao supermercado agora também acontece no ambiente digital. Com a expansão dos e-commerces e aplicativos de compras, os produtos essenciais passaram a fazer parte da rotina de consumo online.
Esse movimento é confirmado pelos números. Segundo a NielsenIQ (NIQ), cerca de 25% dos consumidores brasileiros já utilizam canais digitais para realizar compras de abastecimento. No segmento de bens de consumo de giro rápido, categoria que reúne alimentos, bebidas, produtos de higiene e limpeza, as vendas no comércio eletrônico cresceram 34% em 2025, na comparação com 2024, evidenciando a consolidação do canal para produtos de compra recorrente.
O avanço das compras online também impulsiona a indústria de alimentos e bebidas. Um estudo da ABIACOM (Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce) aponta que, em 2024, o setor movimentou R$ 16 bilhões em vendas no e-commerce.
Para a indústria de bebidas não alcoólicas, o cenário representa uma oportunidade para ampliar a presença das marcas nos canais digitais e acompanhar as mudanças no comportamento do consumidor. A conveniência, a facilidade para comparar preços e a rapidez nas entregas têm estimulado a compra de bebidas pela internet.
Com investimentos em tecnologia, logística e integração entre lojas físicas e digitais, a expectativa é que o comércio eletrônico continue ampliando sua participação nas compras de supermercado.
