
O mercado financeiro manteve a previsão para a inflação brasileira em 2026, mas voltou a reduzir a expectativa de crescimento da economia para o próximo ano. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (17) pelo Banco Central, no Boletim Focus, que reúne semanalmente as projeções de economistas e instituições financeiras para os principais indicadores da economia.
A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) permaneceu em 5,02% para 2026. A manutenção interrompe uma sequência de seis semanas de revisões para baixo na previsão. Para 2027, entretanto, a expectativa de inflação subiu de 4,22% para 4,24%.
A projeção para 2026 continua acima do teto da meta de inflação, que é de 4,5%, considerando a meta central de 3% e o intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Em julho, o IPCA acumulado em 12 meses estava em 4,44%.
Mercado reduz projeção para o PIB de 2027
Na atividade econômica, a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 permaneceu em 1,98%. Já para 2027, a estimativa caiu pela quarta semana consecutiva, passando de 1,52% para 1,50%.
O movimento indica uma percepção de crescimento mais moderado da economia brasileira no próximo ano. A combinação entre juros ainda elevados e uma atividade econômica menos aquecida está entre os fatores observados pelo mercado nas projeções.
Para a taxa básica de juros, a expectativa é de que a Selic encerre 2026 em 13,75%, ante os atuais 14% ao ano, já para 2027, a projeção permanece em 12%.
