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Auxílio emergencial menor e funcionamento ainda instável de bares e restaurantes afetam desempenho.
Por Portal de Bebidas Brasileiras| 04/06/2021

Ao longo de 2020, a venda de refrigerantes, sucos, isotônicos e outras bebidas não alcoólicas foi majoritariamente destinada ao consumo em casa e fortemente impulsionada pelo pagamento do auxílio emergencial, cujo valor base nos três primeiros meses do benefício era de R$ 600. Mas esse contexto não conseguiu impedir a queda de volumes da maioria das categorias no ano.
Agora, com o estímulo financeiro reduzido (a partir de R$ 150), a perspectiva é de que a volta mais consistente do funcionamento de bares e restaurantes ainda não seja suficiente para que a categoria de bebidas não alcoólicas (NAB, na sigla em inglês) cresça.
Em 2020, dados da consultoria Euromonitor mostram que o volume da venda de refrigerantes caiu 6,6%, o de sucos caiu 2,6% e o de bebidas esportivas, como isotônicos, recuou 15,9%. Essa queda nas vendas foi um reflexo do fechamento de bares, restaurantes e lanchonetes, já que houve aumento de refrigerantes de cola e suco 100% natural no consumo dentro dos lares, afirma o analista do setor de bebidas da Euromonitor, Rodrigo Mattos.
“O consumo em casa não deve crescer muito mais e a retomada em serviços também não vai ser em ‘V’, não vai ser tão rápido. Não prevemos que as classes mais baixas consumam este ano como consumiram em 2020. O cenário macroeconômico é uma influência mais negativa neste ano, então 2021 ainda deve mostrar queda, sem retornar aos patamares de 2019”, diz ele.
Mattos acrescenta, porém, que em espaço maior de tempo existe uma perspectiva de recuperação. “Mesmo os refrigerantes, que historicamente tinham queda antes da pandemia, vão ficar mais estáveis”. A Euromonitor prevê um crescimento acumulado de 2020 a 2025 de 2,9% para os volumes de venda dos refrigerantes. Os sucos 100% naturais devem ter um salto bem maior: 58,9%.
Além do efeito do cenário macroeconômico, de renda mais apertada e custos mais elevados, Mattos diz que os momentos de indulgência mais frequentes em 2020 devido ao maior isolamento imposto pela pandemia da covid-19 vão se reduzir em 2021. “Muitas pessoas estavam se permitindo mais esses momentos. Agora estão buscando um consumo mais saudável e consciente e a volta ao consumo fora de casa não consegue compensar a frequência que se mantinha no consumo dentro do lar.”
* Com informações do Valor.