Brasília

-

Hoje

25ºC

19ºC

Amanhã

25ºC

19ºC

IBOVESPA | -0,61% (179.364,81 pontos)

Mercado reduz projeção da inflação para 3,97% em 2026

Estimativa para o PIB é 1,8% em 2026

Por Portal de Bebidas Brasileiras| 09/02/2026

A previsão do mercado financeiro para a inflação oficial do país foi novamente revisada para baixo. Segundo o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (9) pelo Banco Central (BC), a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 passou de 3,99% para 3,97%.

Para 2027, a projeção de inflação foi mantida em 3,8%. Já para 2028 e 2029, o mercado espera alta de 3,5% em ambos os anos.

Esta é a quinta semana consecutiva de redução na previsão do IPCA para 2026. O índice permanece dentro do intervalo da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo — ou seja, entre 1,5% e 4,5%.

A primeira divulgação do IPCA de 2026 será feita nesta terça-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com a publicação do índice referente a janeiro.

Em dezembro, a inflação foi de 0,33%, acima da taxa registrada em novembro (0,18%), influenciada principalmente pela alta nos preços de transportes por aplicativo e passagens aéreas. Com o resultado, o IPCA acumulou elevação de 4,26% em 2025.

A taxa básica de juros, a Selic, está em 15% ao ano, nível mais alto desde julho de 2006. Mesmo com a queda das expectativas de inflação, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve os juros inalterados pela quinta reunião consecutiva. Em comunicado, o Banco Central indicou que pode iniciar um ciclo de cortes a partir de março, caso o cenário econômico permaneça favorável.

O mercado projeta que a Selic encerre 2026 em 12,25% ao ano, com novas reduções nos anos seguintes, chegando a 9,5% em 2029.

 

Juros e atividade econômica

A elevação da Selic tem como objetivo conter a demanda aquecida, encarecendo o crédito e estimulando a poupança, o que ajuda a controlar a inflação. Por outro lado, juros mais altos tendem a dificultar a expansão da economia.

Na definição das taxas cobradas dos consumidores, os bancos também levam em conta fatores como risco de inadimplência, custos operacionais e margem de lucro.

Quando a Selic é reduzida, o crédito tende a ficar mais barato, incentivando o consumo e a produção, o que estimula a atividade econômica, mas pode reduzir o controle sobre a inflação.

Com informações da Agência Brasil.