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Tendência global: troca de corantes sintéticos por alternativas naturais

Esse movimento é uma resposta às demandas dos consumidores
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A indústria global de alimentos e bebidas tem se movimentado em torno de uma nova tendência: a substituição de corantes sintéticos por alternativas naturais. A iniciativa, que já vem sendo adotada por grandes empresas, é uma resposta às demandas dos consumidores por produtos mais sustentáveis e alinhados às suas preocupações com bem-estar e saúde.

O movimento “clean label”, ou em português “rótulo limpo”, está intrinsecamente ligado a esse novo comportamento no setor internacional. Isso porque está relacionado ao desejo dos consumidores por produtos livres de aditivos sintéticos, corantes artificiais e ingredientes impronunciáveis.

A prioridade das empresas é oferecer alternativas naturais que não causem mudanças drásticas nos sabores e na qualidade de seus produtos já consolidados no mercado. Além disso, todo o processo precisa estar alinhado às normas regulatórias e aos princípios sustentáveis, que são essenciais para atrair investimentos no cenário atual.

Entre algumas das alternativas aos corantes sintéticos estão as antocianinas, pigmentos de origem natural extraídos de frutas e vegetais, como uvas, mirtilos, beterraba e repolho-roxo. Elas conferem tons que variam do vermelho ao azul e roxo, dependendo do pH do alimento.

Outro exemplo é a betalaína, extraída da beterraba, que proporciona uma coloração que vai do rosa vibrante ao vermelho-escuro. Também se destacam a cúrcuma, luteína, cártamo, clorofila, caroteno, betacaroteno e urucum.

No entanto, é essencial que, antes de qualquer mudança na composição de seus produtos, a empresa esteja ciente do seu público-alvo e do contexto em que está inserida, para que os investimentos sejam compensadores.

Vale ressaltar que, no Brasil, existe uma série de normas regulatórias que determinam a utilização de corantes alimentícios, a fim de garantir a segurança dos consumidores.

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