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Programa Rota Brasil é discutido em audiência pública

Dezessete entidades participaram da audiência
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Na quarta-feira (02), a Receita Federal promoveu uma audiência pública com o objetivo de aprofundar as discussões acerca do programa Rota Brasil. Esta iniciativa visa estabelecer métodos de rastreabilidade para produtos como cigarros e bebidas. A audiência contou com a participação de dezessete representantes de diferentes setores, os quais apresentaram argumentos a favor e contra a implementação do Rota Brasil.

Robinson Barreirinhas, Secretário Especial da Receita Federal, ressaltou a importância do evento, que proporcionou aos interessados a oportunidade de contribuir com o grupo de trabalho que analisará a viabilidade de revitalizar o programa Rota Brasil. Barreirinhas expressou o desejo da Receita Federal de reformular sua imagem perante a população e as empresas, tornando-a mais transparente e acessível.

As entidades presentes concordaram sobre a relevância de discutir o programa com os setores afetados, embora tenham enfatizado a necessidade de ampliar esses debates. O intuito é construir um sistema equitativo e transparente tanto para as empresas envolvidas quanto para o benefício dos consumidores finais, ou seja, os cidadãos.

Outro ponto de destaque nas discussões foi o custo da implementação do sistema, caso o Rota Brasil seja posto em prática. Os representantes das entidades ressaltaram a necessidade de especificar a quem caberá arcar com os gastos, levando em conta que o programa envolve um investimento substancial e poderia prejudicar os pequenos e médios empresários. A velocidade de implantação nas fábricas também foi alvo de discussões intensas.

Fernando Rodrigues de Bairros, presidente da Associação dos Fabricantes de Refrigerantes do Brasil (Afrebras), reconheceu a relevância da audiência pública para as empresas e a sociedade. No entanto, ele trouxe à tona inconsistências observadas durante os anos em que o Rota Brasil esteve em funcionamento. 

Bairros ainda enfatizou a necessidade de transparência, agilidade e de uma participação equânime de todos os interessados no possível relançamento do programa, visando evitar a influência excessiva de conglomerados econômicos nas decisões governamentais.

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