
Longa e com diversos assuntos em aberto, a reforma tributária só terá início efetivo em 2027, no primeiro ano do próximo mandato presidencial, e o processo total para implementação será concluído em 2078, até lá o Brasil terá 12 mandatos presidenciais diferentes.
O longo tempo é uma proposta para garantir que tenha tempo hábil para fazer todas as modificações, porém pode ser mais ágil se houver colaboração de todos os setores. A insegurança está direcionada principalmente para os estados, que temem ser prejudicados pela perda de receita.
Em fala para jornalistas, nesta segunda-feira (26), o ministro afirmou que um dos pontos fortes da proposta é a transição lenta e nenhum membro do estado será prejudicado.
“Isso é uma virtude da reforma tributária, porque ao diluir no tempo, ninguém está pensando no próprio umbigo, está todo mundo pensando no que é melhor para o país. Não se pode falar em concessão, tem que se falar em busca de equilíbrio, vai ter uma dança de cadeiras aí, todo mundo vai sair de onde está e vai para outro lugar”, afirmou o ministro.
Além das preocupações dos órgãos governamentais, alguns setores também estão inseguros com a reforma, como o de refrigerantes que enxerga diversos benefícios prejudiciais ao país sendo mantidos como da Zona Franca de Manaus. A permanência desses benefícios pode resultar em perda de competitividade para a indústria regional de refrigerantes e para o Brasil como um todo.
Foto: Agência Brasil.
