
O setor de serviços registrou um avanço de 0,4% em março, após uma queda de 0,9% no mês anterior. De acordo com os dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (14), esse resultado representa uma alta de 12,1% em relação ao período pré-pandemia, em fevereiro de 2020, porém, 1,5% abaixo do pico registrado em dezembro de 2022.
Na análise do acumulado do primeiro trimestre de 2024 em comparação com o mesmo período do ano anterior, o setor apresentou um crescimento de 1,2%, enquanto nos últimos 12 meses, a alta foi de 1,4%.
Dentre as cinco atividades analisadas, quatro apresentaram expansão. O setor de informação e comunicação foi o destaque, com um crescimento de 4% em março, eliminando a perda de 2,5% registrada no mês anterior. Esse avanço foi impulsionado por serviços de tecnologia da informação, como desenvolvimento e licenciamento de software, portais, provedores de conteúdo e ferramentas de busca na internet, além de consultoria em tecnologia da informação.
A atividade de profissionais, administrativos e complementares também teve um desempenho significativo, registrando um aumento de 3,8% em março, recuperando-se da queda de 2,1% no mês anterior. Por outro lado, o volume de serviços de transporte de passageiros registrou uma queda de 1,8%, enquanto o transporte de cargas caiu 0,2% em março. Esses resultados refletem um cenário em que os serviços voltados para empresas estão ditando o ritmo do setor de serviços, mais do que os serviços voltados para famílias.
Na comparação regional, destacaram-se positivamente os estados da Bahia, Santa Catarina e Paraná, enquanto São Paulo, Distrito Federal e Rio de Janeiro apresentaram resultados negativos.
Em relação ao turismo, após dois meses de queda, o índice de atividades turísticas registrou um aumento de 0,2% em março. Esse segmento ainda se encontra 5,3% abaixo do ponto mais alto da série histórica, em fevereiro de 2014.
Esses são alguns dos destaques da Pesquisa Mensal de Serviços, que fornece indicadores importantes para entender o comportamento conjuntural do setor no país. A pesquisa investiga a receita bruta de serviços em empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, que desempenham como principal atividade um serviço não financeiro, excluindo as áreas de saúde e educação.
Com informações da Agência Brasil.
