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Como sempre: multinacionais e bilionários lucram em cima dos ‘pequenos’

Nos EUA, First Citizen compra Silicon Valley, no Brasil rombo das Americanas cai no esquecimento
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O noticiário internacional de hoje traz uma matéria de que o First Citizens comprou o Silicon Valley Bank, semanas depois da crise enfrentada pelo banco. Mas o que essa notícia tem a ver com o Brasil, e mais precisamente com o Setor de Bebidas?

Já noticiado pela Afrebras, o mesmo aconteceu no Brasil no início do ano com rombo e o calote do caso público das lojas Americanas. No caso do Silicon Valley a compra efetuada pelo First Citizen no momento é importante para que o governo não precise assumir a dívida.

Os acontecimentos citados só corroboram com as denúncias da Afrebras diante da falta de compromisso das multinacionais com a economia brasileira.  Vale lembrar que os três maiores investidores das Americanas são Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, também conhecidos como os maiores investidores da AMBEV.

Em todas as suas falas, o posicionamento do presidente da Associação dos Fabricantes de Refrigerantes do Brasil (Afrebras), Fernando Rodrigues Bairros alerta para o perigo que esses bilionários representam para a economia do país, além das inúmeras injustiças que causam ao mercado de bebidas. “Sempre pedimos incentivos e valorização para a indústria nacional, enquanto a história de multinacionais prejudicando a economia brasileira só se repete”, adverte.

O Silicon Valley ainda não transferiu sua dívida para o governo, mas a Americanas sim. O Bradesco transferiu uma dívida de R$ 1,8 bilhão para a União — “O contrassenso é que se uma indústria nacional falir nenhum centavo de sua dívida será perdoada”, argumenta Bairros.

Ao passo que as gigantes utilizam dessas manobras para fugir de suas obrigações, as indústrias genuinamente brasileiras continuam operando em um regime de altas taxas de impostos.

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