
De acordo com pesquisa conduzida pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a alíquota do novo imposto proposto pela Reforma Tributária pode atingir 28%, o que colocaria o Brasil entre os países com os maiores impostos do mundo. O estudo levanta preocupações sobre o impacto dessa taxa elevada no crescimento econômico esperado para o país.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, contestou essa previsão, argumentando que a pesquisa não leva em consideração diversos fatores relevantes no cálculo. Ele destacou a importância de examinar as premissas utilizadas no estudo antes de se alarmar com os resultados.
A pesquisa também aponta que as exceções incluídas no texto da Reforma são responsáveis por essa alíquota tão alta, afetando diretamente o crescimento econômico esperado. Um exemplo citado é a Zona Franca de Manaus, que já foi mencionada anteriormente pela Afrebras como uma fonte significativa de perda de arrecadação de impostos, além de gerar um desequilíbrio na livre concorrência da economia nacional.
O ministro ainda ressaltou que o Senado vai precisar “calibrar” a quantidade de exceções. “O alerta que o estudo do Ipea faz é bom porque mostra que quanto mais exceção tiver, menos vai funcionar”, citou Haddad.
Foto: Agência Brasil.
