
Nesta semana Brasília recebe a Marcha dos Prefeitos, o evento reúne representantes políticos de todo o Brasil, e aborda como um dos temas destaques a Reforma Tributária. O assunto vem sendo debatido pela Associação dos Fabricantes de Refrigerantes do Brasil (Afrebras) há anos, e tramita na Câmara com as PECs 45/19 e 110/19 do Senado.
Durante abertura do evento, a ministra do planejamento Simone Tebet, citou que embora a reforma mantenha a arrecadação igualitária nos primeiros 20 anos, ela alivia a indústria, fazendo com que o mercado seja mais competitivo. Como já debatido pela Afrebras, os produtores regionais sofrem com altas cargas tributárias, ficando reféns de impostos, sem incentivo fiscal, um contraste evidente com as multinacionais.
De acordo com o presidente da Afrebras, Fernando Rodrigues de Bairros, o formato atual de arrecadação de impostos prejudica não só os fabricantes de bebidas, mas o consumidor final. “A reforma precisa valorizar a indústria brasileira, trazer medidas que ajudem o empresário a comercializar com menores custos, assim chegando ao consumidor com preços mais justos em relação aos importados”.
O debate da Afrebras sobre o tema é enfático em dois pontos cruciais, que sem eles a Reforma Tributária não traz vantagem nenhuma à indústria nacional de bebidas: Fim da Substituição Tributária no ICMS e Fim de benefícios tributários à Zona Franca de Manaus.
Ressaltando que o posicionamento da entidade em relação a Reforma Tributária é em defesa de um debate cauteloso, analisando com responsabilidade todos os setores envolvidos, mas que sejam desenvolvidas medidas que promovam uma competição mais justa entre os fabricantes de bebidas e, assim, garantir a sustentabilidade do setor.
Da Redação
Imagem: Agência CNM de notícias
