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Presidente da Afrebras alerta sobre prejuízos da concentração de mercado

Fernando de Bairros lamenta fechamento de mais de 600 fábricas de bebidas em 20 anos no Brasil

Por Portal de Bebidas Brasileiras| 07/08/2020

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O presidente da Afrebras (Associação dos Fabricantes de Refrigerantes do Brasil), Fernando Rodrigues de Bairros, criticou, nesta sexta-feira (7), a grande concentração de mercado no setor de bebidas do Brasil. Em entrevista ao Portal de Bebidas Brasileiras, Bairros reforçou que “apenas três multinacionais de bebidas detêm maior parte do mercado e faturamento do setor”, o que, segundo ele, prejudica pequenas e médias fábricas regionais.

O presidente da Afrebras, Fernando Rodrigues de Bairros – Foto: Divulgação

O representante de bebidas brasileiras lembrou o fechamento de mais de 600 indústrias de bebidas em 20 anos para alertar representantes do setor e o governo sobre os prejuízos provocados pelo que ele classifica como “monopólio setorial”. Segundo ele, a consequência da alta concentração de mercado, liderada por Coca-Cola, Ambev e Heineken, é a formação da discrepância concorrencial e do poder econômico.

“Um exemplo clássico é a influência que essas poucas empresas detêm junto ao Poder Executivo, que, por sua vez, desenvolve políticas públicas direcionadas justamente para satisfazer os interesses individuais deles”, critica Bairros, sobre o lobby praticado por multinacionais de bebidas.

De acordo com o executivo de bebidas, no passado, o mercado de refrigerantes era mais dividido, e pequenas as empresas chegavam a deter mais de 30% do mercado. Hoje, a participação de pequenas e médias indústrias de bebidas resulta em menos da metade.

“Eram mais de 800 fábricas regionais espalhadas por todos os estados da Federação. Hoje, esse número não chega a 200”, lamenta o líder empresarial. “Duro de entender que essa situação não se deu de forma natural, e sim através dos interesses individuais de poucas empresas globalizadas e, o pior disso tudo, o poder público participou ativamente para promover essa concentração”, completa ele.